quinta-feira, 14 de março de 2013

Sociedade Heterogênea


  A original sociedade brasileira, os indígenas, a fauna e a flora sofreram abusos com a vinda dos portugueses e seus escravos. Conheceram a doença, as armas de fogo e a ganância. Perderam, em parte, sua cultura. Conheceram a religião cristã. Agora, são poucos os que sobrevivem nessa selva de concreto e aço.

   De primeiro contato, os portugueses os agradaram e com muito respeitos pediram-lhes que lhes contassem sobre seus antepassados, que lhes ensinassem como viviam naquela selva e, sem perceber, abrindo espaço para que os portugueses se aproveitassem da inocência e ingenuidade. A escravidão foi inevitável, quando o mais forte, ou seja, o que tinha maior poder de armas, se sobrepôs ao mais fraco, os indígenas. Mas a escravidão não começou com eles e sim, com negros. Europeus sempre se consideraram superiores a negros e indígenas.

   Com os interesses excessivos nas terras, os nativos iriam dificultar a exploração e não estariam dispostos à ajudar nas plantações e extrações, por isso trouxeram negro, já escravizados, para que fizessem trabalhos braçais e brutais nas regiões Nordeste e Sudeste.

   Conforme o IBGE de 2010, cerca de 7,6% considera-se negra e 44,2% considera-se “pardos” (como os mulatos e caboclos). A maior concentração de negros é na Bahia e a mais baixa é no Sul do país, onde encontram-se os estados: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o 2º lugar preferido pelos turistas estrangeiros, onde a própria população tem uma pigmentação da pele mais clara, cuja descendência predominante é a europeia, mais precisamente, a alemã.

   Talvez os portugueses gostassem do clima mais quente, por morarem numa área onde o sol não escaldava e por isso, repovoaram e moraram no Sudeste e parte do Nordeste –além de serem quentes, eram perto do mar, onde seria de fácil acesso as docas e assim, facilitaria os processos de exportação e importação.

   Não significa que devemos odiá-los por acabarem com a cultura de nosso povo nativo, tornando-os escravos por caprichos ou por terem quase esgotado nossos recursos naturais preciosos, porém, não devemos adorá-los por terem nos dado a educação, a civilização, o conhecimento de novos mundos. Devemos respeitos àqueles que nos trouxeram ao mundo e pôr, nem que for por alguns minutos, os “óculos” que nos permite ver como eles viam, sentir o que eles sentiam e o principal, entender que os conhecimentos daquela época eram poucos e a visão de mundo e futuro eram bem diferentes.