A original sociedade brasileira, os indígenas, a fauna e a flora
sofreram abusos com a vinda dos portugueses e seus escravos. Conheceram a doença,
as armas de fogo e a ganância. Perderam, em parte, sua cultura. Conheceram a religião
cristã. Agora, são poucos os que sobrevivem nessa selva de concreto e aço.
De primeiro contato, os portugueses os agradaram e com muito respeitos
pediram-lhes que lhes contassem sobre seus antepassados, que lhes ensinassem
como viviam naquela selva e, sem perceber, abrindo espaço para que os
portugueses se aproveitassem da inocência e ingenuidade. A escravidão foi
inevitável, quando o mais forte, ou seja, o que tinha maior poder de armas, se
sobrepôs ao mais fraco, os indígenas. Mas a escravidão não começou com eles e
sim, com negros. Europeus sempre se consideraram superiores a negros e
indígenas.
Com os interesses excessivos nas terras, os nativos iriam dificultar a
exploração e não estariam dispostos à ajudar nas plantações e extrações, por
isso trouxeram negro, já escravizados, para que fizessem trabalhos braçais e
brutais nas regiões Nordeste e Sudeste.
Conforme o IBGE de 2010, cerca de 7,6% considera-se negra e 44,2%
considera-se “pardos” (como os mulatos e caboclos). A maior concentração de
negros é na Bahia e a mais baixa é no Sul do país, onde encontram-se os
estados: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o 2º lugar preferido pelos
turistas estrangeiros, onde a própria população tem uma pigmentação da pele
mais clara, cuja descendência predominante é a europeia, mais precisamente, a
alemã.
Talvez os portugueses gostassem do clima mais quente, por morarem numa
área onde o sol não escaldava e por isso, repovoaram e moraram no Sudeste e
parte do Nordeste –além de serem quentes, eram perto do mar, onde seria de
fácil acesso as docas e assim, facilitaria os processos de exportação e
importação.
Não significa que devemos odiá-los por acabarem com a cultura de nosso
povo nativo, tornando-os escravos por caprichos ou por terem quase esgotado
nossos recursos naturais preciosos, porém, não devemos adorá-los por terem nos
dado a educação, a civilização, o conhecimento de novos mundos. Devemos
respeitos àqueles que nos trouxeram ao mundo e pôr, nem que for por alguns
minutos, os “óculos” que nos permite ver como eles viam, sentir o que eles
sentiam e o principal, entender que os conhecimentos daquela época eram poucos
e a visão de mundo e futuro eram bem diferentes.
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